2020 vai além de 1984: A profecia de Orwell

  • 25/05/2020
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2020 vai além de 1984: A profecia de Orwell

Quando um sistema de poder controla o que você opina, suas escolhas e faz uso da força Estatal para punir qualquer decisão que ande em descompasso com sua ideologia política, estamos diante de uma cópia exata do mundo de 1984.

Peraí, existem profetas depois de João Batista? Eu não vou entrar nessa discussão, por mais que ela seja “bem legal”, estou denominando de profeta um romancista do meio do século passado que escreveu uma obra com tons proféticos, sem dúvida nenhuma, e tu entenderás o porquê estamos afirmando isto.

O romance de George Orwell se desenrola em um cenário político totalitário onde as engrenagens do poder promovem ou tentam promover a igualdade entre três grandes classes que permeiam o Estado.

Entretanto, a igualdade entre essas três classes é inexistente. Para criar uma ilusão no corpo político de que essa igualdade é real, o autor faz uso de algumas ferramentas que possibilitam a sensação de uma atmosfera de realidade.

Entre as ferramentas, podemos citar a criação de uma nova língua (novilíngua) que reconstrói os vocábulos, amontoa as palavras e reduz consideravelmente os adjetivos, em especial os adjetivos meritórios[1].

Porto Alegre, por exemplo.

Quando um sistema de poder controla o que você opina, suas escolhas e faz uso da força Estatal para punir qualquer decisão que ande em descompasso com sua ideologia política, estamos diante de uma cópia exata do mundo de 1984.

Quem diria, parece que hoje estamos piores do que o passado de Orwell, já que na China comunista nem pegar um metrô para viajar o cidadão poderá, caso seus créditos sociais (creditados pelo governo) estejam em valor baixo. E, no Brasil, em São Paulo, por exemplo, já se fala em controle de nossos movimentos via gps de nossos celulares.

Mas as ações silenciosas, no Brasil, também merecem nossa atenção. O ambiente acadêmico como um antro de violações a liberdade de expressão e limitação do conhecimento acadêmico é um alerta. Talvez não tenhamos um grande irmão, mas há “pequenos irmãos” agindo de forma conjunta em diferentes locais, de forma discreta: quer seja condenando sua visão política contrária ao progressismo, quer seja te punindo com pena privativa de liberdade, quer seja criando tipos penais.

A linguagem, moldada pelo “Ministério da Verdade”, também é uma estratégia da classe subversiva. Investem tempo em uivar novos conceitos ou distorcer conceitos tradicionais, até que ocorra uma assimilação pelo corpo político por meio da repetição.

Exemplo disto é a laicidade brasileira: gritam que o Brasil é laico e por isto o fenômeno religioso não pode ocorrer no espaço público, enquanto a laicidade é exatamente a garantia da ocorrência plena do fenômeno religioso, tanto no espaço público quanto no espaço privado. Estas são apenas algumas das ferramentas utilizadas hoje e profetizadas por George em sua obra.

[1] Um exemplo é eliminar qualquer variação em torno das duas oposições: bom e ruim. Não pode haver um ótimo, ou regular, apenas o bom e o ruim.

[2] China pune quem lê Bíblia sem aprovação dos comunistas. Disponível em: < https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/madeleine-lacsko/china-pune-quem-le-biblia-sem-aprovacao-dos-comunistas/?fbclid=IwAR09kTHUzo6Hm0Bea9fq02IutDYRCJnUGogvRc8m0vi-gwGj-73_KAhEiCM >

[3] Pastor é condenado a 9 anos de prisão em renovada perseguição a cristãos na China. Disponível em: < https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/pastor-e-condenado-a-9-anos-de-prisao-em-renovada-perseguicao-a-cristaos-na-china/ >

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